https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/issue/feed ALTUS CIÊNCIA 2026-07-16T19:29:13+00:00 Open Journal Systems <p>&nbsp;ALTUS CIÊNCIA é uma revista com periodicidade anual e circulação nacional, é destinada à publicação de trabalhos que possuam perspectiva científica.</p> <p>A Revista aceita trabalhos sob a forma de artigos/ensaios, entrevistas, traduções, resenhas e instrumentos de trabalho (informações sobre arquivos, bibliotecas, fontes primárias, etc.). Nos idiomas: PORTUGÊS, ESPANHOL, ITALIANO E INGLÊS&nbsp;</p> <p>Os trabalhos enviados serão apreciados pelo Conselho Editorial e encaminhados a consultores e pareceristas conceituados na área/tema do texto em questão. Avaliação é&nbsp;&nbsp;duplo-cego, também chamada de “double blind review".</p> <p><strong>Contribuição original e inédita</strong></p> <p><strong>O trabalho submetido (artigo, resenha ou tradução) é uma contribuição original &nbsp;e inédita do(s) autor(es), que não foi publicada&nbsp;e&nbsp;não está sendo avaliada&nbsp;para publicação&nbsp;por&nbsp;nenhum outro periódico ou veículo impresso/online.</strong></p> <p><strong>QUALIS – B4 classificação de periódico quadriênio 2013-2016</strong></p> <p><strong>QUALIS- B4 (PROJEÇÃO 2021)</strong></p> <p><span style="text-decoration: underline;"><strong>É IMPORTANTE RESSALTAR QUE A REVISTA NÃO COBRA QUALQUER TIPO DE TAXA PELA SUBMISSÃO OU PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS.</strong></span></p> <p><span style="text-decoration: underline;"><strong>NORMAS PARA PUBLICAÇÃO</strong></span></p> <p><span style="text-decoration: underline;"><strong>https://docs.google.com/document/d/1BSizFZ8dVHHw2xFSVJT2CWKvAzAAfaxa/export?format=doc</strong></span></p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/486 DOSSIER DO XXI CONGRESSO NACIONAL DE PODOLOGIA E DAS VIII JORNADAS IBÉRICAS DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE PODOLOGIA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE PODOLOGIA 2026-07-16T19:28:39+00:00 Susana Sá [email protected] <p>A Podologia em Portugal tem vindo a afirmar-se, de forma progressiva e sustentada, como uma área científica e clínica cada vez mais relevante no panorama da saúde contemporânea. Num contexto em que a prevenção, a funcionalidade, a mobilidade e a qualidade de vida assumem crescente centralidade, a intervenção podológica revela-se determinante na promoção da saúde e na prevenção de complicações que impactam significativamente a vida das pessoas.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nas últimas décadas, assistimos a uma evolução notável da Podologia portuguesa, marcada pelo crescimento académico, pelo fortalecimento da investigação científica e pelo reconhecimento gradual da relevância clínica desta área. Este percurso tem sido impulsionado por profissionais, docentes, investigadores e instituições comprometidos com a excelência e com uma prática baseada na evidência científica.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Neste contexto, a Associação Portuguesa de Podologia tem assumido um papel central na valorização da profissão, no estímulo à produção científica e na promoção de uma Podologia cada vez mais diferenciada, inovadora e humanizada. O XXI Congresso Nacional de Podologia e as VIII Jornadas Ibéricas representam, por isso, um espaço privilegiado de partilha de conhecimento, reflexão científica e construção coletiva, onde foram apresentados em comunicações os dezasseis artigos que aqui se reunem.</p> 2026-07-16T19:23:49+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/470 Fasceíte plantar: quando a dor do pé obriga a repensar a marcha, o diagnóstico e o tratamento 2026-07-16T19:28:38+00:00 Paulo Amado [email protected] <p>Resumo: A fasceíte plantar é uma das causas mais frequentes de dor na face plantar do pé e constitui um motivo habitual de consulta em ortopedia, medicina desportiva, fisioterapia e podologia. Este artigo de opinião que parte da experiência pessoal para discutir a natureza multifatorial da doença, a importância da avaliação biomecânica, o papel do encurtamento dos gémeos e do tendão de Aquiles, o valor do diagnóstico diferencial e a necessidade de uma terapêutica progressiva. Defende-se uma abordagem prudente, centrada no doente, que privilegie fisioterapia, alongamentos, terapias infiltrativas e ondas de choque antes de ponderar a cirurgia percutânea minimamente invasiva. A reflexão integra a evidência científica recente e preserva a informação clínica essencial.</p> 2026-07-15T21:19:26+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/471 Esporões do Calcâneo e Tendinopatia do Tendão de Aquiles: Uma Reflexão Clínica, Científica e Humanizada sobre Dor, Biomecânica e Qualidade de Vida 2026-07-16T19:28:41+00:00 Rui Pimenta [email protected] <p><strong>Resumo: </strong>Os esporões do calcâneo e a tendinopatia do tendão de Aquiles representam patologias frequentes do retropé, afetando indivíduos sedentários, trabalhadores sujeitos a sobrecarga biomecânica e atletas. O presente artigo de opinião científica discute estas condições numa perspetiva integrada, relacionando fisiopatologia, biomecânica, diagnóstico e tratamento. Para além dos aspetos clínicos, analisa‑se o impacto funcional e psicológico da dor crónica, destacando a importância de abordagens humanizadas e centradas na pessoa. O texto integra literatura científica recente, contributos de especialistas portugueses na área do pé e tornozelo e reflexão crítica sobre estratégias terapêuticas conservadoras e cirúrgicas. Defende‑se uma abordagem multidisciplinar sustentada pela evidência científica contemporânea e pela valorização da qualidade de vida do doente.</p> ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/472 Abordaje MIS integral de una recidiva de hallux valgus asociada a metatarsalgia central y deformidades digitales rígidas 2026-07-16T19:28:42+00:00 Miguel López Vigil [email protected] <p><strong>Resumo:</strong> A recidiva do hallux valgus associada à metatarsalgia central e deformidades digitais rígidas representa um desafio crescente na cirurgia minimamente invasiva do antepé. O presente estudo descreve um caso clínico submetido a abordagem MIS integral envolvendo osteotomia Wilson MIS, osteotomias DICMO e osteotomias digitais ODIS. O estudo baseou‑se em avaliação clínica, radiográfica e biomecânica pré e pós‑operatória. Os resultados demonstraram melhoria do alinhamento estrutural do primeiro raio, redistribuição funcional das cargas plantares e correção satisfatória das deformidades digitais. A integração de técnicas percutâneas permitiu reduzir a agressão tecidular e promover recuperação funcional favorável. O trabalho reforça a importância de abordagens biomecanicamente orientadas em casos complexos e recidivados do antepé.</p> 2026-07-16T00:03:47+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/473 Abordaje combinado ecoguiado, mínimamente invasivo y abierto en el tratamiento del dolor complejo de retropié-antepié: análisis clínico y biomecánico de un caso 2026-07-16T19:28:44+00:00 Miguel López Vigil [email protected] <p>Este estudo apresenta o caso clínico de uma paciente com dor complexa no retropé e antepé tratada através de uma abordagem cirúrgica combinada envolvendo cirurgia ecoguiada, técnicas minimamente invasivas e cirurgia aberta. O trabalho analisa os fundamentos biomecânicos associados à fascite plantar crónica, metatarsalgia central e retração funcional do aparelho extensor do hálux, descrevendo o raciocínio clínico utilizado para a seleção das técnicas cirúrgicas. Foram incluídas análises detalhadas das imagens intraoperatórias e pós-operatórias, permitindo compreender a evolução funcional da paciente. Os resultados sugerem que a integração de diferentes abordagens cirúrgicas pode favorecer uma redistribuição funcional das cargas plantares, reduzir a dor e melhorar o comportamento propulsivo do pé. O estudo reforça ainda a importância da avaliação biomecânica individualizada e da integração entre imagem ecográfica, fluoroscopia e cirurgia reconstrutiva moderna.</p> 2026-07-16T00:08:57+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/474 Papilomas Plantares Recalcitrantes em Idade Pediátrica: Reflexão Clínica sobre a Exérese Cirúrgica após Falência Terapêutica Conservadora 2026-07-16T19:28:45+00:00 Miguel López Vigil [email protected] <p>Os papilomas plantares constituem uma das infeções virais cutâneas mais frequentes na prática clínica podológica. Embora os tratamentos conservadores sejam habitualmente considerados a primeira linha terapêutica, nem sempre conduzem à resolução definitiva das lesões. O presente estudo descreve o caso clínico de uma doente de 9 anos com papilomas plantares localizados no calcâneo esquerdo, associados a dor incapacitante para a prática desportiva e resistentes a sete meses de tratamento conservador. Perante a persistência clínica e funcional, foi realizada exérese cirúrgica sob anestesia local e sedação. Os resultados observados sugerem que a cirurgia pode constituir uma alternativa terapêutica válida em situações cuidadosamente selecionadas de recalcitrância terapêutica. Conclui-se que o sucesso terapêutico deve ser avaliado não apenas pela eliminação da lesão viral, mas também pela recuperação funcional e melhoria da qualidade de vida.</p> 2026-07-16T00:14:26+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/475 Ulcerações Plantares no Pé Diabético: Pressão Plantar, Deformação Profunda dos Tecidos e Estratégias Preventivas 2026-07-16T19:28:47+00:00 Liliana Avidos [email protected] Helena Grenha [email protected] <p>A ulceração do pé diabético representa uma das complicações mais incapacitantes da diabetes mellitus e a principal causa de amputação não traumática do membro inferior. A sua patogénese é biomecânica antes de ser clínica: a neuropatia periférica suprime a resposta protetora à dor, enquanto deformidades estruturais progressivas concentram a carga mecânica sobre zonas anatomicamente vulneráveis, iniciando lesões tissulares profundas que podem tornar-se irreversíveis antes de qualquer sinal superficial. Mapear sistematicamente os fatores biomecânicos associados à ulceração plantar em pessoas com diabetes mellitus e sintetizar a evidência disponível sobre limiares de pressão plantar, deformação profunda dos tecidos, distribuição anatómica das cargas e estratégias preventivas, nomeadamente o off-loading e a monitorização térmica. Revisão de âmbito (<em>scoping review</em>) conduzida segundo o quadro metodológico de Arksey e O'Malley, atualizado pelo Joanna Briggs Institute, com reporte em conformidade com a lista de verificação PRISMA-ScR. Foram pesquisadas três bases de dados — PubMed/MEDLINE (n=18), SCOPUS (n=13) e Web of Science (n=10) — cobrindo publicações de janeiro de 2009 a março de 2025. Após deduplicação e triagem de elegibilidade, 16 estudos foram incluídos na síntese final. A deformação interna dos tecidos junto às proeminências ósseas pode atingir valores entre 70% e 96,8%, mesmo com alterações cutâneas mínimas, evidenciando a insuficiência da avaliação exclusivamente visual. O antepé concentrou 57% dos picos máximos de pressão plantar. Um pico de pressão plantar de 88,06 ± 7,4 kPa constitui um limiar de referência clinicamente validado para o risco ulcerativo. Pressões intra-calçado superiores a 200 kPa representam sobrecarga crítica, enquanto o tecido muscular sofre dano estrutural com cargas sustentadas acima de 32 ± 3,1 kPa. A monitorização térmica plantar diária reduz o risco de nova ulceração em aproximadamente 49% em populações de alto risco. A articulação entre podobarometria, monitorização térmica plantar e estratégias de off-loading baseadas na evidência constitui um referencial preventivo eficaz para identificar o risco ulcerativo antes da rotura tissular. Investigação futura deverá explorar modelos tridimensionais de elementos finitos personalizados, sensores vestíveis de monitorização contínua e modelos preditivos sustentados em inteligência artificial.</p> 2026-07-16T00:20:53+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/476 Postura Pronada do Pé e Alinhamento Frontal do Membro Inferior na Criança: Um Estudo Observacional Transversal em Contexto Escolar (2 aos 7 Anos) 2026-07-16T19:28:50+00:00 Liliana Avidos [email protected] Luísa Borges [email protected] Olga Silva [email protected] <p>Na infância, a postura do pé só adquire sentido quando lida à luz do próprio crescimento. Entre os 2 e os 7 anos coexistem maior mobilidade ligamentar, um arco longitudinal medial ainda em maturação e uma propensão para a pronação, num período em que o joelho atravessa o seu valgo fisiológico. Justifica-se, por isso, observar o pé e o joelho como uma unidade funcional, e não como segmentos avulsos. Caracterizar a distribuição da postura do pé, avaliada pelo Foot Posture Index (FPI-6), numa amostra escolar de crianças dos 2 aos 7 anos e examinar a sua associação com o alinhamento frontal do membro inferior, em particular com a posição axial do joelho, traduzida pela distância intermaleolar. Estudo observacional, transversal, descritivo-correlacional e quantitativo, conduzido em contexto escolar com 90 crianças. Avaliaram-se a postura do pé (FPI-6, sintetizada em normal e pronada), a posição axial do joelho (distância intermaleolar, em graus I a III), a orientação tibial frontal e o ângulo intermaleolar, recorrendo-se ao teste do qui-quadrado (p &lt; 0,05). A postura pronada predominou (65,6%; n = 59), sem diferenças entre os pés. O joelho valgo (Grau II) foi a posição axial mais frequente (51,1%) e o ângulo intermaleolar revelou-se predominantemente diminuído (78,9%), com aproximação progressiva à normalidade ao longo da idade. Observou-se associação estatisticamente significativa entre a postura do pé e a posição axial do joelho: a pronação fez-se acompanhar de maior grau de valgo (p = 0,004). Não se registaram diferenças significativas entre sexos. A pronação do pé é prevalente nesta faixa etária e associa-se, de forma significativa, a maior valgo do joelho. Sendo amiúde fisiológica, a sua persistência com desalinhamento frontal mais expressivo, assimetria ou sintomas recomenda vigilância clínica, educação dos cuidadores e acompanhamento podológico individualizado.</p> <p>&nbsp;</p> 2026-07-16T00:31:02+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/477 Alterações Podológicas e Risco de Queda em Pessoas Idosas em Cuidados Continuados: Uma Revisão Integrativa da Literatura 2026-07-16T19:28:53+00:00 Liliana Avidos [email protected] Alexandra Reis [email protected] Assunção Nogueira [email protected] <p>O envelhecimento populacional constitui um processo demográfico que amplifica progressivamente a prevalência de alterações funcionais comprometedoras da autonomia das pessoas idosas. Entre estas alterações, as afeções do pé assumem relevância singular devido ao seu impacto direto na mobilidade, no equilíbrio dinâmico e no risco de queda. O presente estudo teve como objetivo analisar a evidência científica disponível acerca da relação entre as alterações estruturais, funcionais e sensoriais do pé geriátrico e os eventos de queda em pessoas idosas integradas em contextos de cuidados continuados. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura com recurso às bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science, SciELO e LILACS. Os resultados demonstram, com consistência, que a dor plantar, as deformidades estruturais, a diminuição da sensibilidade plantar e as alterações biomecânicas influenciam negativamente a estabilidade postural e agravam a vulnerabilidade funcional. Conclui-se que a avaliação podológica sistemática constitui uma intervenção clinicamente relevante para a prevenção de quedas, a manutenção da autonomia e a melhoria da qualidade de vida da população idosa em contexto de cuidados continuados.</p> 2026-07-16T17:12:54+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/478 Lesões mais frequentes encontradas nos pés dos militares portugueses 2026-07-16T19:28:55+00:00 Joaquim Godinho [email protected] Miguel Oliveira [email protected] <p>O presente estudo teve como objetivo identificar as lesões mais frequentemente encontradas nos pés dos militares portugueses durante a fase de recruta, analisando a possível influência biomecânica do calçado militar no desenvolvimento dessas alterações. Trata-se de um estudo observacional, descritivo e longitudinal realizado com 102 militares portugueses integrados no Regimento de Artilharia Nº5. Os participantes foram avaliados em dois momentos distintos, permitindo observar a evolução das lesões podológicas ao longo do período de recruta. Os resultados demonstraram aumento progressivo das alterações clínicas, destacando-se o eritema, as infeções fúngicas, as hiperqueratoses, as flictenas e a onicocriptose. A utilização prolongada das botas militares, associada às exigências físicas do treino militar, parece contribuir significativamente para o aparecimento e agravamento dessas lesões. O estudo reforça a importância da Podologia militar na prevenção, monitorização e tratamento das alterações podológicas em contexto ocupacional militar.</p> 2026-07-16T17:30:55+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/479 PODOCENSOS: Literacia em Saúde Podológica, Reconhecimento Profissional e Percursos Assistenciais em Portugal: Estudo Transversal Nacional com 700 Participantes 2026-07-16T19:28:56+00:00 Miguel Oliveira [email protected] Luísa Borges [email protected] Joaquim Godinho [email protected] Jani Magalhães [email protected] <p>A literacia em saúde podológica e o reconhecimento do Podologista enquanto profissional de saúde especializado constituem fatores determinantes para a adequação dos percursos assistenciais associados às patologias do pé. Em Portugal, a evidência empírica disponível sobre estes fenómenos é escassa. Objetivos: Analisar os níveis de literacia em saúde podológica da população portuguesa; identificar os fatores sociodemográficos e experienciais associados ao reconhecimento do Podologista; e caracterizar os percursos assistenciais autodeclarados para seis situações clínicas distintas. Estudo observacional, transversal e analítico, com uma amostra de 700 participantes adultos residentes em Portugal, recrutados por conveniência nas seis regiões NUTS II. O instrumento de recolha de dados foi o questionário PODOCENSOS, composto por 20 questões de escolha múltipla, submetido a validação de conteúdo por painel de especialistas. Foram realizadas análises descritivas, tabulações cruzadas e testes de qui-quadrado (χ²), complementados pelo V de Cramér como medida de dimensão do efeito. Os dados foram analisados com o IBM SPSS <em>Statistics.</em> A amostra apresentou uma idade média de 41,88 anos (DP = 17,36; amplitude: 18–90), predominância do género feminino (54,3%) e da região Norte (40,3%). A maioria dos participantes (78,6%) identificou o Podologista como "especialista do pé" e 70,3% conhecia a sua competência legal. Contudo, apenas 28,9% havia consultado um Podologista. O Podologista foi o profissional mais frequentemente identificado para a remoção de calos (40,7%) e tratamento de unhas encravadas (46,7%), mas o médico especialista predominou nos cenários de joanete/esporão/pé raso (44,3%) e o médico de família nas dores nos pés (42,7%). Verificaram-se associações estatisticamente significativas entre escolaridade e Índice de Literacia em Saúde Podológica (ILSP; χ²=21,77; p&lt;0,001; V=0,18) e entre contacto prévio com Podologia e reconhecimento profissional (χ²=18,42; p&lt;0,001; V=0,16). As diferenças regionais foram significativas para a maioria das variáveis analisadas. A literacia em saúde podológica em Portugal é heterogénea e estratificada por nível educacional, experiência assistencial e contexto regional. Os resultados sustentam a necessidade de estratégias nacionais de educação em saúde e de integração progressiva da Podologia no Serviço Nacional de Saúde.</p> <p>&nbsp;</p> 2026-07-16T17:46:39+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/480 Avaliação do Regime Jurídico da Podologia em Portugal: Enquadramento, Alcance e Desafios 2026-07-16T19:29:00+00:00 Susana Sá [email protected] Miguel Oliveira [email protected] Liliana Avidos [email protected] Manuel Portela [email protected] <p>A regulamentação das profissões da saúde constitui um instrumento central para a proteção dos utentes, a garantia de qualidade assistencial e a clarificação de competências técnicas. Em Portugal, a profissão de podologista foi enquadrada por um processo legislativo que culminou na Lei n.º 65/2014, de 28 de agosto (regime de acesso e exercício profissional), antecedida por iniciativas parlamentares como a Proposta de Lei n.º 203/XII/3. Este artigo desenvolve uma análise jurídico‑científica do percurso normativo, com foco nos eixos de acesso à profissão, título e registo profissional, delimitação do âmbito de atos podológicos, mecanismos de fiscalização e efeitos para a segurança clínica. Metodologicamente, recorre‑se a análise documental e comparação normativa (PL 203/XII/3 vs. Lei 65/2014), complementada por leitura crítica de posições institucionais e literatura sobre regulação profissional. Os resultados evidenciam uma elevada continuidade entre o texto proposto e o regime vigente, ainda que persistam desafios operacionais relativos à integração em equipas multiprofissionais, uniformização de práticas e comunicação interprofissional. Conclui‑se que o quadro jurídico português oferece uma base robusta de regulação, recomendando‑se, contudo, reforço de instrumentos de monitorização, clarificação de fronteiras com atos invasivos e desenvolvimento de orientações técnico‑clínicas harmonizadas.</p> <p>&nbsp;</p> 2026-07-16T17:59:22+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/481 Regulação da Podologia em Portugal: Uma Análise Jurídica e de Segurança do Doente sobre Acesso, Âmbito da Prática e Governação ao Abrigo da Lei n.º 65/2014 2026-07-16T19:29:02+00:00 Susana Sá [email protected] Miguel Oliveira [email protected] Liliana Avidos [email protected] Manuel Portela [email protected] <p>A regulação das profissões de saúde constitui um instrumento essencial de governação pública, especialmente em sistemas onde coexistem setores públicos e privados. No caso da podologia, a definição de critérios de acesso, mecanismos de registo profissional e delimitação do âmbito de atuação assume particular relevância para a segurança do doente e para a qualidade dos cuidados. Este estudo analisa criticamente o enquadramento jurídico português estabelecido pela Lei n.º 65/2014, comparando-o com modelos europeus de Espanha, França e Reino Unido. A investigação evidencia que Portugal apresenta uma base normativa sólida relativamente ao reconhecimento profissional e à proteção do título, embora persistam desafios relacionados com a clarificação do âmbito clínico, mecanismos de fiscalização e estratégias de desenvolvimento profissional contínuo.</p> <p>&nbsp;</p> 2026-07-16T18:16:25+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/482 Perfil, preparação e saúde podológica dos peregrinos de Fátima apoiados pela Associação Portuguesa de Podologia: estudo observacional transversal baseado no questionário QUESTPEREGRE 2026-07-16T19:29:04+00:00 Luísa Borges [email protected] Manuel Portela [email protected] Miguel Oliveira [email protected] Liliana Avidos [email protected] <p>Caracterizar o perfil sociodemográfico, a preparação, os cuidados preventivos e a ocorrência de problemas podológicos em peregrinos de Fátima apoiados pela Associação Portuguesa de Podologia. Metodologia: estudo observacional, transversal e descritivo, baseado no questionário QUESTPEREGRE aplicado no final das consultas de podologia realizadas em carrinha ambulante, com duração média de 7 a 10 minutos. Analisaram-se 267 respostas. Predominaram mulheres, peregrinos em primeira experiência, elevada adesão à preparação física e hidratação, mas baixa procura prévia de consulta de podologia. As condições térmicas foram frequentemente adversas e as lesões tegumentares, embora não universais, justificaram apoio especializado. A intervenção podológica itinerante revelou-se pertinente para triagem, educação e tratamento precoce, sobretudo em contextos de caminhada prolongada, calor, fricção, uso intensivo de calçado e vulnerabilidade clínica</p> 2026-07-16T18:41:37+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/483 Perfil Epidemiológico Podiátrico de Bailarinas entre os 8 e os 18 Anos 2026-07-16T19:29:05+00:00 Miguel Oliveira [email protected] Aida Moreira [email protected] <p>A prática de ballet clássico impõe exigências biomecânicas elevadas ao pé e tornozelo, sobretudo em fases de crescimento e maturação musculosquelética. Em idades pediátricas e adolescentes, a repetição de cargas, o treino intensivo e a necessidade de controlo postural fino podem associar-se ao desenvolvimento de dor, alterações morfológicas do pé e padrões funcionais compensatórios. Caracterizar o perfil epidemiológico podiátrico de bailarinas entre os 8 e os 18 anos, descrevendo a prevalência de dor, as alterações posturais e morfológicas do pé e os fatores a elas associados. Estudo observacional, transversal e descritivo, baseado numa base de dados clínica de rastreio podiátrico realizada entre 2014 e 2021. Do universo inicial de 2478 registos clínicos, foram analisados 2232 casos, após exclusão de avaliações com omissão de dados relevantes. As variáveis categóricas foram comparadas através do teste do qui-quadrado; para as variáveis contínuas utilizou-se ANOVA ou Kruskal-Wallis, conforme aplicável. A amostra foi maioritariamente feminina (92,1%), com idade média de 12,34±1,92 anos. O baixo peso foi a categoria de IMC mais frequente (68,1%). A prevalência de dor no pé nos últimos 12 meses foi de 30,7% (autorreportada por questionário), enquanto a dor há mais de 12 meses ocorreu em 15,6% dos casos. Verificou-se associação significativa entre grupo etário e dor nos últimos 12 meses (χ²=39,24; p&lt;0,001). Globalmente, 54,8% dos casos apresentaram HAV grau I ou superior. Observaram-se diferenças significativas entre grupos etários no tipo de pé, apoio unipodal, genu, pronação excessiva, assimetrias dinâmicas e insuficiência do 1.º raio (p&lt;0,05). As bailarinas entre os 8 e os 18 anos apresentam elevada prevalência de dor podal e alterações morfofuncionais, com agravamento associado à idade e à prática prolongada. Estes resultados reforçam a importância do rastreio podiátrico sistemático e da intervenção preventiva precoce.</p> 2026-07-16T18:48:37+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/484 Aplicação do Método Ponseti no Tratamento do Pé Equino Varo Congénito bilateral: Relato de Caso com Seguimento desde o diagnóstico Pré-Natal até aos Cinco Anos 2026-07-16T19:29:08+00:00 Vitor Hugo Oliveira [email protected] Marta Vinyals Rodriguez [email protected] <p>O pé equino varo congénito (PEVC) é uma das deformidades musculoesqueléticas congénitas mais frequentes. O método de Ponseti constitui atualmente o tratamento de eleição, permitindo elevadas taxas de correção com reduzida necessidade de cirurgia invasiva. Relata-se o caso de uma criança do sexo feminino com PEVC bilateral diagnosticado por ecografia pré-natal e tratada aos 13 dias de vida através do método de Ponseti. A correção completa foi obtida após três manipulações e gessos seriados, sem necessidade de tenotomia do tendão de Aquiles. Após a fase corretiva, foi instituído tratamento de manutenção com ortótese de abdução tipo Denis Browne, segundo protocolo de utilização progressiva até aos cinco anos de idade. O seguimento clínico demonstrou manutenção da correção, ausência de recidiva e desenvolvimento funcional adequado.</p> 2026-07-16T18:55:10+00:00 ##submission.copyrightStatement## https://revista.unijk.edu.br/index.php/altusciencia/article/view/485 Reflexos primitivos e aplicação clínica podológica: Uma Revisão Narrativa Crítica com Proposta de Enquadramento Avaliativo 2026-07-16T19:29:10+00:00 Miguel Oliveira [email protected] Aida Moreira [email protected] <p>Os reflexos primitivos constituem respostas motoras automáticas, mediadas por circuitos tronco-encefálicos e espinhais, cuja integração progressiva acompanha a maturação do sistema nervoso central. A sua persistência ou reativação patológica está associada a alterações do desenvolvimento neuromotor, défices posturais, perturbações da marcha e, em contexto neurológico do adulto, a sinais de libertação cortical. Apesar de a biomecânica do pé e a podologia clínica dependerem diretamente da qualidade da ativação neuromuscular, da integração postural e dos padrões de marcha ,domínios intimamente relacionados com a integração reflexa , a literatura podológica não incorporou sistematicamente esta dimensão neurofuncional na sua prática avaliativa. O presente artigo efetua uma revisão narrativa crítica da evidência disponível sobre reflexos primitivos com relevância específica para a avaliação e a intervenção podológica. São analisadas as bases neurofisiológicas da integração reflexa, os reflexos com maior impacto documentado na marcha e na função do pé (nomeadamente preensão plantar, Babinski, reflexo tónico labiríntico, reflexo tónico cervical assimétrico, Galant e toe grasp), a evidência sobre parâmetros espácio-temporais da marcha em crianças com reflexos persistentes, os padrões podológicos mais frequentemente associados e um protocolo de avaliação integrado. Conclui-se que a inclusão de uma avaliação reflexa dirigida no exame podológico aumenta a especificidade diagnóstica, orienta a diferenciação entre causa neuromotora e ortopédica e contribui para planos de intervenção mais fundamentados. São identificadas as limitações metodológicas do campo e propostas prioridades de investigação</p> 2026-07-16T19:07:08+00:00 ##submission.copyrightStatement##